O primeiro contato


Minha máquina de costuras ainda não havia chego, e resolvi me distrair com as redes sociais, quando eis que surge um anúncio a minha frente: Um curso de tingimento natural em tecidos e fibras . Esse anúncio começou a me perseguir e resolvi dar uma olhadinha nele. Não era caro e poderia me ensinar como usar as sementes de urucum guardadas no potinho.
Comprei o curso e o fiz em uma tarde. Não era muito profundo, mas com certeza tinha algumas lições muito boas. A primeira delas era: use luvas para manipular os corantes. Acredite, eu não usei e descobri que o urucum mancha bem seus dedos e a cor só sai depois de vários dias. O meu indicador esta amarelo ha 10 dias…
Mas nesse curso, descobri também ótima literatura a respeito do tingimento natural e comprei dois livros pelo kindle , que infelizmente estão em inglês (praticamente não tem nada em português para se ler sobre esse tema ) e em alguns dias, devorei a todos…
Comecei a descobrir a infinidade de cores que existem ao nosso redor e seu potencial para colorir fibras e tecidos. Descobri que cores nem sempre são as esperadas, e que casca de cebola, sementes de abacate, folhas, flores, terra, sementes, musgo, pedras, fuligem, carvão, insetos, enfim, praticamente tudo, pode se transformar em cor !
Esse universo apaixonante começou a se abrir para mim, como uma florada de manacás. De repente, minhas caminhadas pelas ruas de terra do condomínio se transformaram em mais do que exercícios físicos. Passei a olhar tudo a minha volta com os olhos de um artista em busca de cores para seus quadros…

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